Programa “REGATA”

A -Introdução

1 – Na sua componente educacional, cada jovem só pode estar sensibilizado para pensar e agir maritimamente se conhecer o mar.

* Proporcionar aos jovens, de acôrdo com programa específico a estabelecer, o conhecimento do mar, distinguindo:
a) Os que já tiveram contato fisico e visual com o mar mas que nunca navegaram ou nadaram;
b) Aqueles que nunca tiveram esse mesmo contato.

* O jovem aprender por si a:
• Apoiar a sustentabilidade econômica, social, natural e cultural das comunidades costeiras, protegendo o seu patrimônio.
• Viabilizar seu desenvolvimento através de sua melhor integração aos ambientes marinhos da Zona Costeira.
• Desenvolver uma gestão integrada dos ambientes terrestres e marinhos, baseada numa melhor informação científica e tecnológica disponível, direcionada para as áreas produtivas, ambiental, cultural, artística e desportiva.
• Ser um centro irradiador de boas práticas sustentáveis em desenvolvimento e turismo, contribuindo para o crescimento econômico da região e da comunidade.
• Despertar o interesse pelos assuntos do mar, fomentando o desenvolvimento da “Mentalidade Marítima”.

* Implementar e desenvolver projetos educacionais de complementação escolar do ensino básico, fundamental, de iniciação profissionalizante e inclusão digital de jovens e adultos, tornando-os aptos para o ingresso/regresso no mercado de trabalho e a geração de renda.

B – Caracterização

1 – É uma necessidade social a criação, implementação e desenvolvimento de um Programa de reforço da Mentalidade Marítima inter-relacionado com a compreensão do processo histórico que presidiu o relacionamento do Portugal e Brasil com o mar;
2 – Esse reforço da mentalidade marítima, nos jovens pode ser inserido em conjunto com o processo educacional de população juvenil em idade escolar, sensibilizando – a através de ações temáticas, nomeadamente a sustentabilidade de eco sistemas e recursos naturais marítimos;
3 – Constituindo, num todo, um percurso multidisciplinar para uma “Cidadania para o Mar” através de projetos e vocações individuais e/ou coletivos,

C – Objectivos gerais

a) Resgatar a convicção ou crença individual e coletiva da importância do mar para Portugal e o Brasil;
b) Compreender que o mar é fator primordial de progresso e desenvolvimento;
c) A necessidade em desenvolver hábitos, atitudes, comportamentos e vontade de agir, para utilizar de forma sustentável as potencialidades do mar.

C – Estratégia

Para persecução dessas finalidades, em atividades extraescolares ou inseridas em currículos próprios do Município, iniciarão o desenvolvimento de um programa e sub programas, adaptado á juventude num contexto local e nacional dentro dos temas propostos nas áreas de intervenção.

D – Áreas de Intervenção

a) História – Portugal e a Escola Náutica de Sagres, descobrimentos e o fenômeno da mundialização;
b) Geografia – Noção de navegação diurna, noturna, costeira, de alto mar transporte de pessoas e bens, rotas marítimas, com especial ênfase na CPLP e Atlântico Sul;
c) Tecnológico – Do sextante ao radar, meios de navegação e sua evolução através do emprego da tecnologia. Comunicações rádio e satélite, frequências e diversidade de instrumentos náuticos utilizados na atualidade e sua finalidade;
d) Ambiente – Eco sistemas marítimos, problemas ambientais tais como poluição, pesca ilegal e proteção e preservação do meio marinho;
e) Direito – Noção da existência de regulamentação nacional e internacional marítima e introdução ao tema da plataforma continental e espaço exclusivo;
f) Desenho – Construção de embarcações, meios de desenho, concepção 3D para protótipos, seu enquadramento com princípios de dinâmicos e fluidos;
g) Arte – Artistas e temas marítimo-fluviais, prática de desenho /pintura paisagística, imaginária ou realista.
h) Economia –
h.1 – Os recursos do mar, a pesca, os minérios, o sal, a energia eólica e das marés, transporte e meios de acomodamento de mercadorias perecíveis e não perecíveis, de gás e de fluídos.
h.2 – O petróleo de costa e de profundidade;
h.3 – A indústria de construção e reparação naval;
h.4 – Os portos marítimos e fluviais, diversidade de gestão e logística;
h5 – Rotas e transbordos.
i) Desporto – O Mar e as vias fluviais na sua componente lúdica. Modalidades e precauções.
j) Vária – Soberania territorial marítima. A defesa e a Marinha. Vigilância costeira, Segurança marítima e naufrágios, normas e prevenção, fraseologia náutica.

E – Fases

1 – O programa e sub programas a elaborar, são faseados e os temas ordenados de forma prioritária pelo Município tendo como parâmetros outras atividades existentes ou previstas bem como a sensibilização vocacional para futuro emprego dos jovens.
2 – A SOAMAR BRASIL em Portugal designará um interlocutor que trabalhará com um outro designado pelo Município para início e desenvolvimento dos trabalhos.
3 – Ambos os parceiros promoverão ações de sensibilização da juventude, sejam através de ações de intercâmbio presencial ou á distância com outros jovens que frequentam programas das SOAMAR regionais ou da Marinha – Cisne Branco.
4 – Conforme o andamento dos trabalhos para a elaboração deo programa e dos sub programas, poderão ser feitos anexos ao presente Memorando.

F– Missão

Espera – se obter um espírito de voluntariado e de cooperação no desenvolvimento da desejável “Cidadania para o Mar”.